terça-feira, 3 de julho de 2012

O Primeiro Beijo...


Parece tão estranho, quando se é tão elouquente com as palavras, e de repente somos obrigados, sem ao certo sabermos para quem, fazermos uma introdução.

Uma introdução que de imediato soe atraente, e não se perca no mar de milhares outras, que neste preciso instante, estejam sendo também escritas. 

Que mesmo sem ainda termos uma pauta em mente definida, já provoque uma expectativa, e que esta expectativa se torne habitual...

Eu, uma pessoa demasiado tímida, creio, acima de tudo, por esta razão ter sido até hoje tão resistente a ter meu próprio espaço. Uma necessidade que em nome de minha arte, uma arte que na maioria das vezes relego a uma gaveta, acabo escondendo do universo, vejo-me finalmente, após muita relutância me entregando a esta proposta.


Visto estou chegando num momento da vida, que eu me pergunto por qual motivo devo insistir em me comportar assim,feito uma tola, eclipsada por uma cortina de veludo imaginária?


E a resposta, lá no fundo da minha mente sussurra:medo.


Um medo que desenvolvi não sei quando, depois de ter alcançado uma considerável respeitabilidade na internet, muito antes da existência dos veículos de blog, redes sociais, ou virais do youtube.Numa época que o máximo que tínhamos, eram os chats do aol, uol e o saudoso IRC.


Será que perdi o bonde?


Espero que não.


Espero que como em 1998, existam aqueles que acabem por se interessar não por mim, que serei uma mera expectadora deste mundo para qual pretendo retornar, mas se apaixonar por aqueles a quem eu pretendo dar vida.


Um projeto de um livro. Que ora ouso acreditar irá se tornar realidade, ora me abato em tristeza, por não ter com quem dividir ideias.


Personagens que venho amadurecendo há tanto tempo, que para mim se tornaram meus melhores amigos.Amigos, que adorariam viessem a conhecer e se encantar.


Criaturas do éter de minha mente, que necessito, ai como necessito, libertar do limbo e os vir tocar a alma e os sentimentos de cada um de vocês. (E já estou falando no plural, e nem sei se terei mais de um leitor o.O)


Fragmentos de um todo, que seria minha maior aventura, compor lado a lado com meus seguidores, suas tramas.


Que diferente do que se vê hoje em dia, são espectros perdidos no passado, que caminham entre as névoas e sentem a face banhar-se pela lua, enquanto chamas de vela iluminam pequenos sótãos.


Vampiros, que não lutam para salvar a humanidade, empunham armas, voam em motocicletas, tomam sangue artificial, e usam casacos de couro.

Mas, que belos, desejam seu lugar no mundo na eterna busca da outra parte.


Maduros e fascinantes, a espera de seu convite...


E é só isso que por ora tenho a dizer sobre Serenata dos Vampiros.


Que Dmitrii Drubovski, sem licença, venha invadir seu coração.


Da mesma forma, que se tornou o dono do meu...


Beijos Sangrentos
Neena Danae

 



Nenhum comentário:

Postar um comentário